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Como a falta de controle da asma pode levar à morte?

Os números da asma no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, a asma acomete uma em cada cinco crianças e adolescentes, respondendo por quase 90 mil internações anuais e pelo menos três mortes por dia no Brasil. De acordo com a Organização Global Asthma Report, 15% a 20% dos brasileiros sofrem com a doença e menos de 13% a tem sob controle - o que pode levar a crises fatais. Estudos epidemiológicos desenvolvidos no Brasil cogitam que 20 milhões de pessoas convivam com os sintomas da asma, mas metade desse contingente não tem sequer diagnóstico para confirmá-la. 

O que é asma?

Geralmente descoberta na infância ou adolescência, a asma é uma doença que leva à inflamação crônica das vias respiratórias e pode se manifestar de diversas formas, sendo a alérgica a mais comum. Algum agente alérgeno (ácaros, pelos de animais, fungos, mofos, pólen etc) desencadeia uma reação exagerada no organismo asmático, provocando uma inflamação que obstrui o fluxo aéreo. A partir daí, surgem os sintomas clássicos: falta de ar, tosse, chiado e aperto torácico. 

A asma também pode surgir na vida adulta. É menos comum e as causas não são exatamente conhecidas, mas as suspeitas giram em torno de poluição e infecção por vírus.  

As crises que podem levar à morte

A asma precisa ser tratada assim que for diagnosticada para que haja o controle total. Médicos e familiares devem acompanhar o quadro da criança ou adolescente até que ele possa fazê-lo sozinho quando adulto - ou seja, vale para a vida inteira, já que a doença não tem cura, embora tenha controle. As drogas atuais, a base de corticoides, são capazes de garantir uma vida praticamente normal, desde que o paciente siga o tratamento à risca. Somente o médico responsável pode definir mudanças na terapia. 

Casos de morte por asma são marcados por um conjunto de fatores que inclui, especialmente, negligência do paciente no tratamento. A pessoa que sofre com asma deve sempre cuidar das inflamações porque elas são como machucados que precisam de cicatrização. Com o tempo, uma obstrução que era reversível pode acabar danificando os pulmões. 

A mortalidade geralmente vem justamente depois de uma crise maltratada: a respiração e a oxigenação ficam comprometidas, desencadeando uma arritmia seguida de parada cardíaca. Isso quer dizer que o coração bate descompassadamente para compensar a falta de oxigênio, provocando um infarto fulminante.

Fonte: Medical Site

29 de Novembro de 2019

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