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Crianças e Coronavírus: o que os pais precisam saber?

Embora não estejam entre os mais atingidos e raramente desenvolvam a forma mais grave do Covid-19, crianças e adolescentes não estão imunes - em alguns casos, podem até precisar de internação. Por isso, mesmo com a retomada de aulas em alguns municípios, todo cuidado é pouco. Saiba mais sobre os fatores importantes da relação entre as crianças e o novo coronavírus.

Imunidade: A gravidade da doença parece ser menor em crianças com menos de 5 anos, segundo a revista médica inglesa The Lancet. Não existe o que chamamos de “imunidade natural” em nenhuma faixa etária, mas elas têm melhor resistência ao vírus. Não se sabe exatamente o porquê, mas a hipótese mais cogitada aponta que o sistema imune infantil, ainda em desenvolvimento, tem uma reação mais equilibrada em contato com o vírus.  

Sintomas: Os pequenos são normalmente assintomáticos ou apresentam apenas sintomas leves, como tosse, coriza e febre. Mas pode acontecer de uma criança desenvolver sintomas graves, como desconforto respiratório e falta de ar. Fora do quadro respiratório, outras manifestações são: dores gastrointestinais, vômito, diarreia, lesões de pele e conjuntivite.

Grupos de risco: Sim, os pequenos também podem estar na população mais vulnerável ao vírus caso sejam portadores de doenças pré-existentes como: câncer, problemas hematológicos e imunológicos, doenças respiratórias e cardíacas, anemias, diabetes, obesidade, asma, etc.

Transmissão: Apesar de serem geralmente assintomáticas e não desenvolverem as formas graves da doença, crianças transmitem o vírus. E se convivem com grupos de risco, como idosos, obesos ou hipertensos, é bom que os pais fiquem atentos.

Máscaras: A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda máscaras em crianças menores de 2 anos porque além de não conseguirem usar adequadamente, geralmente têm mais coriza e dificuldade para controlar a mão no rosto. São fatores que acabam prejudicando a eficácia do utensílio. Cabe aos pais avaliarem caso a caso e orientarem o uso correto. As máscaras para os pequenos devem ter o tamanho adequado para eles.

Volta às aulas: Se a escola do seu filho pensa em retornar as atividades presenciais, convém procurar saber quais são suas medidas protocolares. Para as crianças que tenham comorbidades ou que convivem com grupos de risco, o ideal é que ainda não voltem às aulas presenciais. No mais, com a reabertura e uma futura volta às aulas, outros agentes infecciosos voltarão a circular - é o caso do sarampo e da gripe. Portanto, os pais devem manter as vacinas dos filhos em dia.

Se tiver qualquer dúvida, não deixe de consultar o pediatra!

Fonte: Medical Site

13 de Agosto de 2020

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