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Covid, Sars e Mers: a diferença entre os coronavírus

O que é coronavírus?

Milhares de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2 ou Covid-19) no primeiro semestre de 2020 ao redor do mundo. E o número de vítimas não para de crescer. Além da saúde, o Covid também paralisou as principais economias do globo. Mas afinal, o que é um coronavírus?

Embora se faça essa confusão, Coronavírus não é o nome da doença, mas da família de vírus que infecta o trato respiratório e pode causar desde resfriados até doenças mais sérias, como pneumonia e insuficiência respiratória. No total, há sete tipos de coronavírus que afetam os humanos, mas os quadros clínicos mais sérios estão relacionados a apenas três: Sars, Mers e Covid-19. As síndromes são parecidas, mas a grande diferença entre elas é a capacidade de infecção: a do Covid-19 é bem maior.

Quando esse trio atinge os pulmões, os sintomas se manifestam como febre alta, tosse seca ou com catarro e dificuldade para respirar - o sinal mais grave. Também há relatos sobre diarreia; dor no abdômen, no ouvido, na cabeça e nas articulações; perda de olfato e paladar, calafrios e náuseas.

A transmissão acontece pelo contato com alguém infectado, por meio de gotículas infectadas e suspensas no ar (aerossol), e pelo contato das mãos contaminadas com olhos/nariz/boca depois de ter tocado em algum objeto contaminado. 

O início dos surtos

Sars - Detectada pela primeira vez na China em 2002, espalhou-se por diversos países, provocando mais de 8 mil infecções e 800 óbitos.

Mers - Identificado em 2012 na Jordânia e na Arábia Saudita pela primeira vez. Até o início de 2018, atingiu mais de 2 mil casos e provocou mais 790 mortes. Mostrou-se mais grave apenas nos grupos de risco: idosos e doentes crônicos, como diabéticos e hipertensos.

Covid-19 - O primeiro caso aconteceu em Wuhan, na China, no final de 2019. Logo se espalhou pelo mundo, infectando milhões de pessoas e provocando milhares de mortes. Por isso foi logo classificada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Prognóstico

Como ainda não há vacina nem medicamento, o tratamento de suporte é o mais indicado para as três infecções. As terapias de suporte são justamente para os casos em que não há possibilidades terapêuticas, mas podem ser realizadas em casa ou em um hospital. O objetivo é fazer o paciente se sentir mais confortável com medicamentos para alívio da dor e com outros cuidados médicos. Para os três coronavírus mais fatais, esse tratamento consiste em repouso no leito, dieta leve, nebulização ou vaporização e administração de analgésicos e antigripais.

Prevenir, no entanto, continua sendo a melhor forma de combate. Deve-se evitar aglomerações, endossar a higienização pessoal e do ambiente com água e sabão ou álcool, cobrir a boca com o cotovelo ou um lenço ao tossir ou espirrar, manter distância de outras pessoas e, se puder, ficar em casa.

Fonte: Medical Site

09 de Julho de 2020

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