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Tabagismo na infância e adolescência

Fumo passivo na infância

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é hoje a principal causa de morte evitável e que oferece perigo não apenas para os fumantes, mas também para os que convivem com eles, especialmente as crianças. Se este hábito é conservado ainda durante a gravidez, traz sérios riscos para a saúde da mulher e do feto. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e sangramento ocorrem com mais frequência quando a grávida fuma.

Crianças que são fumantes passivas têm grande chance de contrair problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) por conta de um organismo ainda em desenvolvimento. Se tiverem pouca idade, então, são ainda mais vulneráveis aos efeitos da exposição ao cigarro.

Iniciação do cigarro na adolescência

Enquanto crianças são submetidas a este universo de maneira quase inconsciente, o mesmo não se pode dizer dos jovens. Com ânsia de conquistar espaços, experimentar novas emoções, satisfazer a necessidade de pertencimento ou mesmo aplacar as angústias e incertezas típicas dessa fase da vida, adolescentes enxergam no cigarro uma forma de aceitação e transgressão. Por isso, são eles o grande alvo da publicidade tabagista, que vende o cigarro como símbolo de independência e sedução, escondendo todo o vício e dependência que traz a nicotina, em um produto que, na verdade, nada tem de glamouroso.

Além do apelo midiático, o acesso ao cigarro no Brasil é bem facilitado. A proibição de venda a menores é geralmente descumprida e o preço do maço é um dos menores do mundo. O visual da embalagem muitas vezes é atraente, com caixinhas de metal para colecionar, perfeitas para atiçar a curiosidade juvenil. A indústria do tabaco ainda acrescenta sabores ao cigarro para disfarçar o gosto de fumo queimado, tornando o produto mais palatável ao adolescente. Não é por acaso que a maior parte dos fumantes tenha iniciado o tabagismo ainda na juventude, sem prever que este mau hábito seguiria por décadas e seria tão difícil largá-lo. E não é à toa que a Organização Mundial da Saúde considera o fumo uma doença pediátrica.

Fonte: Medical Site

18 de Junho de 2020

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